sexta-feira, 25 de março de 2016

Os Avisos do Destino (Romance)

«Acontece que, às vezes, na pacatez acomodatícia da vida corrente, do nível comum, em que se move a maioria, surge, como exótica flor à flor duma água parada, certa fonte de iluminado perigoso; de poeta que em breve dirão maldito! Porquê maldito?... porquê perigoso?... porquê poeta? Maldito e perigoso porque poeta? Maldito e perigoso malgré poeta? Nunca mais – nunca – pelos séculos fora, deixarão de pulular as interrogações e dúvidas, as estranhezas ou hipóteses, em volta dessas frontes que às vezes se elevam, estigmatizadas pelos Deuses, da água parada da vida corrente, do nível comum, em que se move a maioria…

«Eis que não são também interrogações, também dúvidas, também hipóteses e também estranhezas que nestas linhas venho propor-vos, eu a quem irresistivelmente seduzem essas frontes de indesejáveis Iluminados. Iluminados, ousarei dizê-lo, até quando o crime ou a perversão são estigmas com que a ferro os marcam os Deuses. Ousarei dizer, eu a quem irresistivelmente seduzem essas frontes de indesejáveis Iluminados…»

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