terça-feira, 29 de março de 2016

Ensaios de Interpretação Crítica (Ensaio)

Porque extraordinariamente engenhoso +e o humano instinto vital de felicidade. Sobre uma ventura perdida logo se mete a congeminar qual a substitua; melhor: qual a exceda. Impossível nos é satisfazer o desejo mais natural? Renunciemos a tal satisfação; tenhamos por mal o que nos parecera supremo bem; sobrenaturalizemos o desejo, amando-o por si. Pesa sobre nós um sestro inexorável? Foge-nos o amor para que nascêramos? Entra a própria morte na conjura que nos persegue? Nega-se-nos até a felicidade que tínhamos por mias comum? Habituemo-nos a sofrer; refugiemo-nos no côncavo da alma; alimentemos de si mesmo o nosso amor; forjemos da própria miséria o instrumento de libertação; busquemos tão-só no espírito abatido (por isso mesmo alçado a mais altos voos) recursos para a suprema ascensão ao Espírito.


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