quinta-feira, 26 de maio de 2016

CMS

Com a evolução digital, propuseram-se novos desafios às organizações no que diz respeito ao controlo e gestão da informação, uma vez que esta cresceu exponencialmente. A web muito rapidamente se tornou numa fornecedora de dados e informação. O aparecimento dos sistemas de gestão de conteúdos permitiu a edição das páginas, fazendo a separação do conteúdo da aparência visual, permitindo a alteração da interface independentemente da edição dos conteúdos, por intermédio das folhas de estilo em cascata(CSS).
CMS consiste num software através do qual é possível criar, editar e gerir conteúdos. Os conteúdos podem ser de vários tipos ou formatos, como documentos de texto, ficheiros de áudio/vídeo, imagens, etc. Habitualmente estes sistemas funcionam em ambiente Web e o seu uso ou gestão não necessita de conhecimentos técnicos ao nível da criação de páginas para a Internet.
Os sistemas de gestão de conteúdos fazem com que a manutenção de um website seja mais prática e muito menos dispendiosa. Os websites eram construídos através da criação de um conjunto de páginas HTML, o processo de manutenção era muito dispendioso, visto que era necessário alterar os códigos em cada página para introduzir novos textos e imagens, assim este tipo de operação obrigava à contratação de programadores para realizar estas operações.
A criação e gestão de um website através da utilização de um CMS torna-se numa tarefa simples, visto que os seus responsáveis se restringem à configuração de módulos, gestão de conteúdos e gestão de utilizadores, tudo isto através de interfaces fáceis de utilizar e sem a necessidade de recorrer a linguagens de programação. Uma aplicação CMS encontra-se alojada num servidor Web, neste servidor existe uma base de dados relacional ou um conjunto de ficheiros XML (Extensible Markup Language) que constituem o repositório de conteúdos. No repositório são armazenados também os dados relativos à administração do sistema e os recursos necessários à construção do site. 
Para a criação do nosso portal utilizamos a plataforma Joomla. 
O Joomla é hoje em dia um sistema de gestão de conteúdos de eleição, não só por ser gratuito, mas também pela sua reputação e fidelidade que ganhou perante os seus utilizadores. Existe uma comunidade de utilizadores muito forte que tem criado milhares de templates, componentes, módulos e plugins, aumentando assim as capacidades desta plataforma.
No que diz respeito à sua utilização é bastante simples, basta o utilizador dominar as tarefas mais básicas para começar a utilizar normalmente a plataforma. 
A sua plataforma como outro CMS em ambiente Web, exibe dois lados diferentes, o front end e o back end. O front end diz respeito ao site que fica visível aos utilizadores e o back end corresponde à parte de administração do site, onde se realiza as tarefas de configuração, manutenção, limpeza e criação de conteúdos.
Relativamente aos conteúdos, podem aparecer de variadas formas, desde a exibição de texto simples, imagens, ligações para outras páginas, música, aplicações ou a combinação de todos estes componentes.
O Joomla permite também a integração de várias extensões sob a forma de componentes, módulos, templates ou plugins. Estas extensões adicionam novas funcionalidades como por exemplo: loja online, galeria de fotografias, newsletters e fóruns.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Gravações

Para divulgar algumas das obras de José Régio e de forma a ser mais apelativo e iterativo foram realizadas gravações de excertos das suas obras para colocar disponível no portal criado.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Referências

BERTONHA, João Fábio - A construção da memória através de um acervo pessoal: o caso do fundo Plínio Salgado em Rio Claro (sp). Património e Memória [em linha]. Vol.3 (2007), p.112-120. [Consult. 8 Abr. 2016]. Disponível em WWW: <URL: http://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/61>

ESPERANÇA, Cláudio Filipe Pedro - Sistema de Gestão de Conteúdos para Portais Institucionais [em linha].[consultado em 12 Abr. 2016].Disponível em WWW: URL:https://iconline.ipleiria.pt/handle/10400.8/1382

FREIRE, Isa Maria - O acesso à informação e identidade cultural: entre o global e o local. Ciência da Informação,  Brasília. [em linha] v.35, n.2, p. 58-67. [Consult. 8 Abr. 2016].Disponível em WWW: URL:http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n2/a07v35n2.pdf


HEYMANN, Luciana. De "arquivo pessoal' a "patrimônio nacional": reflexões acerca da produção de " legados" . [em linha] Rio de Janeiro: CPDOC, 2005. [Consult. 8 Abr. 2016].Disponível em WWW: URL:http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/1612.pdf

NEVES, Bruno Pinheiro; BORGES, Maria Manuel - A gestão de conteúdos digitais em bibliotecas universitárias: o caso do portal da Biblioteca da FLUC. [em linha].[consultado em 12 Abr. 2016].Disponível em WWW: <URL:https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/17800/1/A%20gest%C3%A3o%20de%20conte%C3%BAdos%20digitais%20em%20bibliotecas%20universit%C3%A1rias.pdf>

PONTE, António – A casa de José Régio de Vila do Conde. Porto, 2009. . [Consult. 3 Jun. 2016]. Disponível em WWW: <URL: https://antonioponte.files.wordpress.com/2008/05/microsoft-word-texto3.pdf>

PONTES, Vanildo Pereira – A construção da memória através de um arquivo pessoal: o caso do arquivo do poeta Alberto de Moura. Páginas a&b. s.3, vol. 3. 2015. P.101-118. [em linha]. [Consult. 3 Jun. 2016]. Disponível em WWW: <URL: http://ojs.letras.up.pt/index.php/paginasaeb/article/view/667/633>

RIBEIRO, Fernanda - Gestão da Informação/Preservação da memória na era pós-custodial: um equilíbrio precário? .2005. [em linha]. [Consult. 8 Abr. 2016].Disponível em WWW: <URL:http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo8861.PDF>

SANTOS, Karina - Gestão de arquivos pessoais: potencialidades da atuação profissional do arquivista. [em linha]. Porto Alegre, 2011. [Consult. 8 Abr. 2016].Disponível em WWW: <URL:http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/40242/000827671.pdf?sequence=1>

SANTOS, Maria Célia Teixeira M. - A Preservação da Memória Enquanto Instrumento de Cidadania. Cadernos de Museologia [em linha]. Nº.3 (1994), p.67-78. [Consult. 8 Abr. 2016].Disponível em WWW: URL:http://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernosociomuseologia/article/view/307

SERRA, Liliana Giusti – A importância dos acervos pessoais. [em linha]. Brasil, 2014. [Consult. 3 Jun. 2016]. Disponível em WWW: <URL: http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo_print.php?cod=823>

SILVA, Armando Malheiro - Arquivos de família e pessoais: Bases teórico-metodológicas para uma abordagem científica. APBAD [Em linha]. [Consult. 08 Abr. 2016]. Disponível em WWW: URL:https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/52233?locale=pt

SVICERO, Thais Jeronimo – Os acervos literários como fonte de pesquisa ao historiador. [em linha]. Brasil. . [Consult. 3 Jun. 2016]. Disponível em WWW: <URL: http://www.assis.unesp.br/Home/PosGraduacao/Letras/ColoquioLetras/thaisjeronimo.pdf>

TOGNOLI, Natália Bolfarini; BARROS, Thiago Henrique Bragato - As implicações teóricas dos arquivos pessoais: elementos conceituais. PontodeAcesso, Salvador. [em linha] v.5, nº1, p. 66-84. [Consult. 8 Abr. 2016].Disponível em WWW: <URL:http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/114762/ISSN19816766-2011-05-01-66-84.pdf?sequence=1&isAllowed=y>

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Visita a casa José Régio

Após contacto via email com o centro de memória de Vila do Conde obtivemos permissão para visitar e filmar a casa museu.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Benefícios de apresentar de forma atrativa o acervo pessoal

O benefício mais geral de um sistema de gestão de conteúdos é a disponibilização, atualização e disposição da informação que agrada a administradores e utilizadores dos mesmos.
Há uma possibilidade de utilizar diferentes Templates e design apelativos de forma a facilitar a utilização do site, apresentando uma coerência na apresentação da informação, que se torna numa das maiores vantagens deste sistema.
O facto de um sistema ser simples e apelativo, leva a que cada vez mais informação seja disponibilizada e publicada por vários utilizadores, entrando aqui o fator da qualidade da informação que é disponibilizada. 
Assim, todas as empresas ganham pela qualidade de informação eu disponibilizam, assim como a organização que lhe aplicam.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Importância dos acervos pessoais

Arquivar e guardar são práticas comuns de pessoas voltadas ao estudo e leitura, o que os leva a reunir e preservar documentos, pelo que guardar é preservar para partilhar uma informação que poderia ficar dispersa e perdida.
Os itens de um acervo pessoal são reunidos através de critérios estabelecidos em função de objetivos e finalidades do seu responsável, não sendo relevante a quantidade de itens, mas a sua importância, sinalizando a organização do pensamento, e considerando-se a possibilidade de utilização como referência na produção e organização da atividade intelectual do colecionador.
Os acervos pessoais constituem valiosas fontes de pesquisa, seja pela especificidade dos tipos documentais, seja pela possibilidade de oferecerem informações complementares. O crescimento das pesquisas nas áreas e história da vida privada, bem como o interesse crescente pela análise de tipo biográfico têm aumentado a procura por este tipo de fonte, chamando a atenção para a importância da sua preservação, organização e abertura à consulta pública.
Sendo um grande colecionador português e um escritor importante a nível nacional, José Régio conta com uma valiosa coleção de arte popular que deverá ser conservada, estudada e publicada na Casa de José Régio.
Entre os objetivos principais da Casa de José Régio encontra-se a promoção do estudo da vida e obra do poeta.
Merecem particular menção diversas esculturas religiosas (góticas, maneiristas e barrocas), sendo igualmente de apontar várias pinturas dos séculos XVI e XVII. Acrescentam-se as gravuras, os estanhos, os vidros, rendas, bronzes, ferros, peças lapidares, entre outros para além das pinturas e desenhos de artistas contemporâneos.
Não se pode deixar de referir a excelente biblioteca, onde, além de volumes dos séculos XVII e XVIII, e de valiosas obras históricas e literárias, se encontra uma rara série de primeiras edições dos mais notáveis escritores portugueses da primeira metade do século XX, que, na maior parte dos casos, enriqueceram os seus livros com dedicatórias autógrafas. De valor incalculável é todo o arquivo de José Régio, com seus manuscritos, provas tipográficas, primeiras edições e os milhares de cartas que recebeu (PONTE, 2009, p.13).

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Acervos Pessoais

Os acervos pessoais constituem um conjunto documental relevante ao propiciarem o agrupamento de documentos realizados por profissionais e a sua importância tem aumentado recentemente com a organização e disseminação desses conjuntos, que podem ser representados por bibliotecas e arquivos.
“O estudo da memória é preenchido pelas noções de lembrança, esquecimento, silêncio, recordação, relíquia, lugares, passado, presente e futuro, traduzidos na dialética entre memória e história, entre o afetivo e a operação intelectual” (PONTES, 2015, p.102).
O arquivo pessoal representa uma finte de pesquisa única capaz de interagir com estruturas comunicacionais de uma pessoa e a sua relação com o mundo. Com os avanços de estudos teóricos e metodológicos da arquivologia, transformara-se esses conjuntos documentais em repositórios informacionais importantes para pesquisadores que a cada dia se debruçam sobre o estudo acerca de personalidades do mundo da cultura.
A memória é um campo de forte investimento intelectual das ciências sociais devido, fundamentalmente, à sua centralidade na produção de entidades. As instituições criadas com a vocação declarada de preservar a memória têm sempre carácter político, na medida em que a memória é um instrumento político, capaz de criar identidades, de produzir um discurso sobre o passado e projetar perspetivas sobre o futuro.
Segundo Bertonha (2007, p.118) “todo o acervo pessoal é, por definição, uma seleção entre a massa de registos que forma uma vida e, no caso de políticos, o acerto de contas com a História ou a intenção autobiográfica são preocupações comuns.”
Os acervos pessoais reúnem, então, papeis produzidos ou recebidos por entidades ou pessoas físicas de direito privado, onde os documentos refletem a personalidade e o comportamento do seu titular, ligados ao seu quotidiano, atuação social, política, económica e cultural.
Habitualmente, os acervos pessoais são transferidos por familiares ou terceiros após a morte do titular. No entanto, podem ocorrer casos em que o próprio responsável pela reunião da documentação decide transferir o ser acervo a uma instituição depositária. Neste caso, ao transferir o seu acervo para uma instituição, o conjunto documental continuará a ser atualizado e apenas será fechado com o falecimento do titular. Porém, após esse facto, novos itens podem ser agregados ao conjunto original do acervo.
Em virtude de conterem informações fundamentais para a recuperação da memória ou para o desenvolvimento da pesquisa histórica, científica ou tecnológica, alguns acervos pessoais podem ser classificados como “de interesse público” por meio de dispositivo legal, pelo que, nesses casos, a lei determina que sejam preservados e colocados à disposição dos pesquisadores.
O caminho dos arquivos é aberto aos historiadores, aos sociólogos, aos antropólogos, aos arquivistas, aos literatos, aos detetives, aos policiais, aos juristas, aos educadores, aos médicos, aos psicólogos, aos psicanalistas, aos jornalistas e a outros que, pelas características da sua atuação profissional, têm maiores condições e oportunidades de realizar essa espécie de viagem ao interior do pensamento de uma 111pessoa, e a razão de ser e de ações e atitudes suas, das quais, de outro modo, só se conheceria a finalização (BELLOTTO, apud Svicero, p. 1080).
O arquivo pessoal pode ser percebido como uma escrita de si: a pessoa seleciona documentos, desde os mais pessoais aos relacionados com a vida pública, passando por fotografias, coleções, objetos e correspondências com o objetivo de compor relatos das suas histórias de vida.
Ao pensar na relação entre a memória, a história e arquivo, temos a relação que se instaura no sentido de objeto da história, bem como o das formas de acesso e preservação do passado para viabilizar a escrita da história.